Peru - Arequipa, Cânion de Colca e Lago Titicaca

Em sua expedição pelo Peru a Família Goldschmidt foi conhecer a cidade colonial de Arequipa, fundada no século XVI e capital da província mais importante do Sul do país. Situada a 2.300 metros de altitude, Arequipa está na mesma região geológica do deserto do Atacama e por isto, repleta de minas de ouro, prata e cobre. É uma região montanhosa, cercada de imenso vulcões, alguns com quase 6 mil metros de altura, como por exemplo o vulcão Misti com 5.822 metros. Arequipa é conhecida como a “Cidade Branca”, pois na sua construção foram usadas um tipo especial de pedra vulcânica esbranquiçada chamada “Sillar”. Esta pedra tem vantagem de ser muito resistente e ao mesmo tempo fácil de ser trabalhada. A igreja do bairro de Yanahuara é um exemplo disto. Construída no século XVI (e ainda de pé), tem sua fachada em Sillar toda decorada com figuras religiosas com motivos nativos, num estilo conhecido com Barroco Mestiço..
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Além de sua arquitetura colonial muito bem preservada, Arequipa tem dois importantes atrativos turísticos. Um deles é o Monastério de Santa Catalina, uma verdadeira cidade entre muros. Por volta de 1650 era considerada uma honra para as famílias abastadas ter uma filha religiosa, por isto, pagava-se um grande dote a igreja para que as meninas pudessem se tornar freiras reclusas. Com as doações, o monastério foi crescendo e aceitando cada vez mais meninas até ocupar uma área de 20.400 metros quadrados. Hoje, grande parte deste espaço está aberto a visitação pública (com pagamento de ingresso). Ali pode-se admirar as ruas interna muito bem cuidadas, as celas das feiras, além de pinturas e afrescos da época colonial.Outra visita importante para quem está em Arequipa é ao museu Santuários Andinos. Localizado no centro da cidade, este museu foi especialmente construído para abrigar as múmias congeladas de duas meninas Incas sacrificadas. Uma delas foi batizada de Juanita e a outra de Sarita. Ambas tinham entre 12 a 14 anos quando foram mortas e deixadas como oferenda no alto do vulcão Ampato há mais de 500 anos. Foram encontradas congeladas em 1995 e desde então permanecem em uma sala climatizada do museu. A múmia Juanita, pelo seu estado de conservação é considerada a mais famosa do Peru.Os Condores do Cânion de Colca

Depois visitar Arequipa, a Família Goldschmidt se internou nos vales andinos para conhecer o Cânion de Colca, o segundo mais profundo do mundo com 4.280 metros deste o topo da montanha até o rio. Seu lugar mais famoso é a “Cruz del Condor”, um mirante natural considerado ideal para se observar o vôo do Condor. Esta ave rara é a maior ave do planeta cuja envergadura pode superar os 3 metros. Habituada a viver nas altas montanhas e vales profundos vales, o Condor praticamente não bate as asas utilizando o vento e as correntes térmicas para ganhar altura e planar.

Em sua viagem através da região de Colca, a Família Goldschmidt passou por diversas vilas andinas, cada uma delas ansiosa por mostrar suas tradições. Os habitantes locais ficam esperando os visitantes na praça central e quando eles chegam começam a dançar, a mostrar seus trajes típicos e seus animais de estimação, que são um pouco diferentes dos que estamos acostumados. A Família Goldschmidt viu corujas, lhamas, alpacas e até águias andinas, todas desfilando com seus donos. Como foram adotados desde pequenos estes animais são bem mansos e acostumados a passear junto com seus donos e a tirar fotos com os visitantes.

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Puno e Lago Titicaca.Conforme avançava através dos Andes Peruanos, os Goldschmidt iam subindo mais e mais. Chegaram a ultrapassar os 5 mil metros de altitude em várias ocasiões, porém o pernoite mais alto que fizeram foi na cidade de Puno a 3.800 metros. Esta cidade andina fica as margens do lago Titicaca, o lago navegável mais alto do planeta. Com uma extensão de 164 kms, o Titicaca é dividido entre dois paises, Peru e Bolívia, sendo que a maioria das ilhas e 60% da sua área ficam do lado peruano. Durante esta expedição a Família Goldschmidt visitou duas das muitas ilhas do lago.

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Ilhas dos Uros.

As Ilhas Uros são as mais famosas, pois são ilhas flutuantes feita pelo homem. Elas estão ancoradas a apenas meia hora de Puno e ali vivem 1.800 pessoas, divididas em 70 ilhas familiares. Eles são descendentes dos Uroitos, um povo que no século XV mudou-se da terra para dentro do lago, provavelmente expulsos pelos Incas. A matéria prima para os Uros é a Totora, uma espécie de junco que cresce nas margens do lago Titicaca. Eles usam a Totora para construir suas ilhas, suas casas, para fazer seu artesanato e até na sua alimentação. Além da Totora, os Uros vivem da caça, da pesca e mais recentemente do turismo. Eles descobriam que seu exótico estilo de vida pode ser atraente para os “gringos” e encontraram nesta atividade uma nova fonte de renda. Isto é notável pelo fato de que muitos dos jovens que saíram das ilhas em busca de oportunidades, agora estão voltando para ajudar as suas famílias a prosperar. Com a ajuda de novas idéias os serviços nas ilhas tem melhorado a ponto de construírem até uma rústica pousada para quem deseja dormir flutuando sobre o lago Titicaca..
   
.Ilha Taquile.

A segunda ilha visitada pelos Goldschmidt no lago Titicaca foi Taquile, uma ilha rochosa que fica a 2 horas de navegação de Puno. A única vila da ilha fica no alto montanha à 190 metros acima do lago. Para chegar até ela existem dois caminhos: uma escadaria com 538 degraus que leva direto a vila ou uma trilha de quase 2 quilômetros com subidas suaves que passa por fazendas e pequenas comunidades. A Família escolheu o segundo modo e com isto teve oportunidade de conhecer um pouco mais dos habitantes locais e de seus costumes. Uma das coisas que logo chamou atenção da família foram os trajes dos Taquilenhos, diferenciados conforme o estado civil de cada um. As mulheres casadas usam sempre saia preta e blusa de cores sóbrias. Sobre a cabeça levam um xale negro. As moças solteiras usam roupas com cores mais vivas e com pompons multicoloridos nas pontas do xale. Os homens em geral usam calça e colete pretos e uma cinta larga e colorida na cintura. Junto à cinta levam uma bolsa onde carregam as folhas de Coca. A diferença entre solteiros e casados está no gorro. Os solteiros um gorro branco e vermelho e os casados um gorro todo vermelho. Se o homem solteiro está comprometido usa o pompom do gorro para o lado. Se está disponível, usa o pompom para trás.

Os Taquilenho vivem de maneira muito simples, em uma sociedade bem equilibrada, sem violência ou crimes. Muitos consideram isto como o resultado das três leis básicas aplicada na ilha e herdadas dos antepassados Incas. São elas:

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Ama Sua – Não seja ladrão.
Ama Kella – Não seja preguiçoso.
Ama Llulla – Não seja mentiroso..

Além disto, o principio de companheirismo e da reciprocidade são muito fortes na ilha. Se alguém precisa de ajuda, todos ajudam. Cada comunidade tem um presidente a quem todos os conflitos e necessidades são apresentados. Como sinal de sua autoridade, estes chefes usam um gorro colorido sob um chapéu escuro. Todos os Domingos, depois da missa, os presidentes das diversas comunidades se reúnem com o prefeito (eleito por 4 anos) e discutem a solução dos problemas. Quase todos os conflitos são resolvidos nestas reuniões e a ilha segue com sua paz habitual..
A Família Goldschmidt realizou no início de 2009 uma expedição de 35 dias pelo Peru. Para saber mais sobre a Família e sobre como viajar ao Peru visite os sites: www.goldtrip.com.br ou www.familiagold.com.br
 
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