| Era um dia chuvoso quando o explorador americano Hiran Bingham chegou a casa de uma família as margens do rio Urubamba. A selva e o clima úmido haviam tornado a viagem quase insuportável, mas o desejo de chegar ao seu objetivo havia levado Hiram a seguir sempre adiante. Desde cedo ele tentou convencer os nativos a lhe mostrar o caminho para o alto da montanha onde diziam existir ruínas antigas tomadas pela selva. Depois de muita insistência e o pagamento de um Sol (moeda local), o morador concordou em enviar seu filho para mostrar o caminho ao estrangeiro. Hiram e o menino subiram as escorregadias encostas até quase o cume da montanha conhecida como Machu Picchu. A partir deste dia foi revelado ao mundo a descoberta da cidade perdida dos Incas e que viria a ser a mais famosa e a mais visitada ruína de toda a América dos Sul. |
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| Hoje, ao viajar à Machu Picchu, o visitante ainda contempla uma paisagem muito semelhante à aquela vista por Hiran Bingham em 1911, embora os meios de locomoção sejam muito mais avançados. Desde Cusco (ou de Ollantaytambo) pode-se tomar um trem que em três horas percorre o vale que Hiran demorou meses para desbravar. A composição acompanha o leito do rio Urubamba, que vai se tornando mais caudaloso e se aprofundando mais e mais no vale. Em alguns trechos a passagem é tão estreita que os engenheiros foram obrigados a escavar túneis nas encostas rochosas. A Família Goldschmidt seguiu neste trem até a cidade de Águas Calientes a vila que serve de base para quem visita as ruínas de Machu Picchu. É aqui que se concentram todos os hotéis e restaurantes da região. Não há outra ligação entre a vila e o Vale Sagrado a não ser o trem. De Águas Calientes, os Goldschmidt embarcaram em um micro ônibus para percorrer o último trecho até as ruínas. Através de uma estrada sinuosa, o ônibus venceu em 20 minutos um desnível de 400 metros montanha acima. A cada curva, o vale ia ficando mais abaixo e a paisagem se tornado mais e mais imponente.As ruínas de Machu Picchu estão a 2.400 metros de altura de forma construídas entre o cume de duas montanhas: Machu Picchu, em Quéchua “Montanha Velha” e Waina Picchu, a “Montanha Nova”. É uma região de selva e portanto é mais quente e úmida que outras partes do estado de Cusco. As ruínas foram batizadas com o nome da montanha onde estava, pois o nome original da cidadela se perdeu no tempo. A própria existência de Machu Picchu é um mistério. Não há registro em todas as crônicas Incas sobre sua existência, sua construção e muito menos sobre quem a habitou e porque foi abandonada.As ruínas podem ser percorridas em menos de 3 horas, mas recomenda-se ficar pelo menos um dia. Há muitos detalhes a serem observados e a paisagem que a cerca é deslumbrante. Elas estão muito bem preservadas e mantidas pelo governo do Peru. Possui vários templos, sendo que a do Sol e do Condor são os mais impressionantes.Andando pelas escadarias de pedra, atravessando portais, caminhando por suas praças é possível viajar no tempo e entender um pouco mais da genialidade da cultura Inca. |
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| Ponte Inca |
| Para quem gosta de pequenas caminhadas existem várias trilhas ao redor de Machu Picchu que podem ser percorridas em um par de horas. O destino mais próximo é a Ponte Inca, a apenas 30 minutos de caminhada. O caminho é uma trilha estreita que segue entre a montanha e o precipício. Muitas vezes a largura se reduz a menos de 1 metro, mas é perfeitamente seguro. A Ponte Inca faz parte do caminho que vai de Machu Picchu a Choquequiral outra cidade Inca na selva peruana. Ela foi construída sobre a parede de um desfiladeiro, onde os Incas empilharam pedras rentes a rocha para fazer não só a ponte como também o próprio caminho. Impressionante! |
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| Intipunku e Waina Picchu |
| Outra caminhada leve e interessante é até a Porta do Sol (Intipunku). Esta trilha possui uma leve ascendente e conduz até a passagem que no passado foi a entrada oficial de Machu Picchu. As ruínas da Porta do Sol marcam o início da estrada Inca para Cusco e desde seus 2.720 metros de altura, tem-se a melhor vista das ruínas de toda sua região. Agora, quem gosta de vistas espetaculares não pode deixar de subir a trilha de Waina Picchu que leva até o cume desta montanha. São 60 minutos de caminhada de nível médio, subindo por escadas de pedra construídas na encosta da montanha. A visão é impressionante. Mas atenção: Há um limite diário de 400 pessoas para fazer esta trilha. As vagas costumam terminar bem cedo às 7 da manhã.Machu Picchu é sem dúvida um lugar impressionante, envolto em uma áurea de magia e mistério capaz de tocar a todos que a visitam. |
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| A Família Goldschmidt realizou no início de 2009 uma expedição de 35 dias pelo Peru. Para saber mais sobre a Família e sobre como viajar ao Peru visite os sites: www.goldtrip.com.br ou www.familiagold.com.br |
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| Assista o vídeo sobre este destino – Clique aqui! |
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